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[Resenha] Rose Madder de Stephen King

Por Sheila Schildt, autora de Sangue na Lua.


Resenha do livro Rose Madder de Stephen King por Sheila Schildt autora de Sangue na Lua

Título: Rose Madder
Editora: Objetiva (Ponto de Leitura)
Autor: Stephen King
Origem: Estrangeira
Ano: 2011
ISBN: 978-85-390-0271-9
Número de páginas: 636

Sinopse: No dia que em saiu de casa, dando fim a um casamento de 14 anos, Rosie Daniels sabia que não seria nada fácil escapar do marido, o violento Norman Daniels. Mas, depois de 14 anos de torturas diárias e violências sexuais, Rose sabia que não teria mais nada a perder. Ao fugir, levando apenas o cartão de banco do marido, Rose tem certeza de que está entrando numa guerra sangrenta – cujo final pode ser fatal.

Bom, não era isso que Rose Daniels esperava de sua vida quando se casou: ser surrada e controlada constantemente pelo marido, não só violento, mas sádico, perigoso e policial. Ou seja, parecia que todas as peças estavam contra Rose, que foi deixando que o tempo passasse e vivendo como um autômato.

São quatorze anos de casados, até que uma simples gota de sangue no lençol, que deveria estar imaculado, a faz despertar. Como viver atemorizada por uma simples gota? Como deixara que quatorze anos de sua vida se esvaíssem pelos dedos?

É então que Rose resolve fugir, e a descrição de seus pensamentos obsessivos é tão angustiante, que o suspense que vivi até que ela conseguisse embarcar naquele maldito ônibus – sim, a sinopse já nos contou que ela consegue fugir – já valeu a leitura do livro. Por que, por mais que você saiba que ela vai fugir (maldita sinopse!) King consegue nos colocar em um tal estado de tensão, que é como se Norman estivesse al, em nossos calcanhares.

Mas, é claro que Norman, o marido controlador e abusivo, não vai aceitar ser abandonado assim. Ele não fica apenas furioso, mas homicidamente (esta palavra existe?) enlouquecido com a audácia de Rose, em acreditar que haverá algum lugar no mundo em que possa se esconder de sua sede de vingança. E a caçada começa!

Rose Madder tem um pouco de tudo: drama, suspense, thriller psicológico, indo do Real abusivo e sofrido vivido por Rose nas mãos de seu marido abusador, aos Surreal, quando esta compra um quadro que … bom, acredito que deixarei a você, caro leitor, a tarefa de adentrar por estas páginas e descobrir.

O livro foi lançado em 1995 e, assim como outras obas de Stephen King, traz algumas referências à outros livros escritos pelo autor, como a personagem Misery Chastain das novelas de Paul Sheldon, do livro Misery que virou o filme “Louca Obsessão”; e para os Torremaníacos (tipo eu!) há duas referências neste livro à saga. Nele, tanto a Rosa do terreno baldio, como a cidade de Lud, que aparecerá em “As Terras devastadas” serão mencionadas então … prestem atenção!

Se eu recomendo? Bom, sou suspeita, AMO os livros do Stephen King, por isso as vezes sou meio imparcial … mas numa escala de 1 a 5, este com certeza levaria 5 estrelas sem nenhum esforço. Abraços e até a próxima!

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“Crimes Vitorianos Macabros” Revela as realidades terríveis de crimes reais na era vitoriana

Em Crimes Vitorianos Macabros, os renomados historiadores Kate Clarke, M.W. Oldridge, Neil R.A. Bell e Trevor Bond, revelam as realidades terríveis desse aspecto da vida vitoriana, oferecendo um perfil não apenas dos criminosos e suas vítimas, mas também de policiais, cientistas forenses e outros que mergulharam nas densas sombras do século XIX. Obra de referência única, o livro é uma leitura certa para todos que se interessam por crimes reais, repleta de indicações e recomendações para quem deseja se aprofundar na atmosfera misteriosa e macabra do período.

Poucas coisas evocam mais a Grã-Bretanha da era vitoriana do que seus criminosos. Junto com as ferrovias, os lampiões a gás e a névoa constante, eles são ingredientes vitais em qualquer narrativa que procure retratar o período. A verdade, no entanto, era com frequência mais estranha, emocionante e assustadora do que a ficção.

Crimes notórios — o assassinato de Road Hill, o mistério de Balham e Jack, o Estripador — se somam aos casos esquecidos e negligenciados. A obra apresenta histórias chocantes e aterrorizantes e expõe também os horrores do cotidiano da época, em relatos impressionantes e contundentes. Entre eles, temos o de Amelia Dyer, a “criadora de bebês” que anunciava um lar amoroso a bebês indesejados, mas os matava impiedosamente, e a história de Mary Anne Cotton, que envenenou vários maridos, filhos e outros parentes a fim de obter o dinheiro do seguro de suas mortes. Outro caso notável é o de James “Babbacombe” Lee, condenado por matar seu empregador. Ele sobreviveu a três tentativas de enforcamento e escapou em liberdade. Entre os carrascos do período, destacam-se James Berry (que tentou executar Lee sem sucesso), Thomas Calcraft e William Marwood.

Embora vista hoje como uma época violenta, a era vitoriana registrou poucas tentativas de assassinato de personalidades. Apesar de alguns atentados contra a rainha Vitória durante seu longo reinado, ela nunca chegou sequer a ser ferida. A única vítima realmente ilustre foi Edward Drummond, secretário do primeiro-ministro Robert Peel. O livro também fala sobre Charles Dickens, talvez o maior escritor de ficção policial da época; e sobre o triste episódio da lendária Dorset Street, no East End, apelidada como “a pior rua de Londres” devido à sua história de superlotação, abuso de álcool, prostituição, violência doméstica e assassinatos.

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