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“O DEMONOLOGISTA” | Entrevista com o autor Andrew Pyper e material especial do livro

O Demonologistas, entrevista e imagens darkside

A editora DarkSide Books acabou de liberar uma entrevista com Andrew Pyper, autor de “O Demonologista” e um material promocional mega especial do livro para os fãs da literarura dark. Você também pode conhecer mais sobre esse lançamento clicando aqui. Se liga só nas imagens e na entrevista logo abaixo:

Uma conversa com
Andrew Pyper

Basta ler para crer

O personagem principal, David Ullman, é um professor de literatura especializado no clássico de John Milton, Paraíso Perdido. Quão familiar você era com esse texto antes de começar a escrever O Demonologista? Como usou o poema para ajudá-lo a moldar a trama e os acontecimentos em seu romance?

Andrew Pyper. Eu tinha lido Paraíso Perdido como estudante na universidade, mas me lembrava pouco dele. Não, não é verdade: eu me recordava de poucos detalhes, mas carregava comigo os argumentos persuasivos e o dilema lastimável de seu discutível e ambíguo protagonista, Satã. Nos trechos em que ele é o narrador, achei o poema fascinante, quase perigoso em seu encanto. Mas quando o demônio não está presente, recordo-me de sentir que ele era um pouco difícil. Naquela época, eu teria concordado com a opinião do dr. Johnson, de que “ninguém o desejou mais longo”.

Vinte anos depois, sou um romancista. (Também sou pai; isso ganha certa relevância em determinado momento.) Por vezes, estava refletindo sobre um caminho para criar um novo tipo de mitologia demoníaca em uma obra de ficção, uma sem padres, exorcismos, água benta escaldante ou as armadilhas costumeiras das histórias de “possessão”. Queria imaginar uma narrativa que fizesse os demônios parecerem bem fundamentados e reais – uma explicação plausível do por quê algumas pessoas, por algum tempo, agem de maneira irracional. Para alcançar isso, a relação entre os personagens humanos e demoníacos na história teria que ser ao mesmo tempo misteriosa e coerente, fantástica e crível. Foi ao desenvolver o que poderia ser utilizado como o fundamento para esse universo que me lembrei de Paraíso Perdido. De novo, não foi tanto o poema ou como eu pensava nele, mas um sentimento com o qual ele me deixou, a vitalidade de seu anti-herói, seu sofrimento, sua fúria velada e terrível solidão. Em resumo, ele foi um personagem que imaginei primeiro. Uma conexão emocional, e não um monstro.

David é um estudioso da demonologia, mas é um cético determinado em sua vida pessoal. O quanto de você está ali neste personagem?

Andrew Pyper. Como em todos os meus protagonistas, há um boa parte de mim em David Ullman, embora haja partes mais numerosas as quais eu não tenho nada em comum com ele. Eu e David somos ambos pais, leitores e devoradores de livros. E sim, também não somos religiosos de alguma maneira significativa. Mas se eu deixo uma porta entreaberta em minha mente para o impossível, o inexplicável e o misterioso, David é (no começo do romance, ao menos) um ateu completamente comprometido, um racionalista, o tipo de homem que vê a fé como uma prática intelectual inferior. Nessa questão, entre outras – a diversão do pensamento sem limites –, não poderíamos ser mais diferentes.

Outra característica que você compartilha com David é a paternidade. Como foi escrever um romance sobre um pai tentando resgatar sua filha não apenas da morte, mas possivelmente de um destino pior que a morte?

Andrew Pyper. Pode soar estranho dizer que eu chorei com frequência enquanto escrevia um thriller sobre demônios, mas ao trabalhar em O Demonologista isso aconteceu bastante, emoções a flor da pele, muitas delas me surpreendendo com sua crueza e ferocidade. A primeira entre elas é o amor que tenho pelos meus filhos, e por Tess ser uma menina, pensei muito em minha própria filha, Maude. Nunca uma dedicatória foi mais merecida, pois eu não teria encontrado um rumo para essa história – nem para David, ou mesmo para o sofrimento particular do Inominável – sem ela. Eu sabia que para fazer o romance funcionar em um nível emocional, tinha que imaginar a situação que mais temo. Para fazer o leitor ter medo, eu tenho que sentir medo. E eu senti com frequência. Tudo isso fez de mim um pai melhor, pode acreditar.

O Demonologista é um thriller excelente à sua própria maneira, mas ele também adentra o gênero do terror. Como escritor, o que acha que funciona para os momentos mais assustadores? Como você insere uma reviravolta em um thriller realista para dar a ele as qualidades que as pessoas buscam em um romance de terror?

Andrew Pyper. O terror, para mim, não é definido por aquilo que provoca o medo em alguém, mas pelo ser humano que tem contato com aquilo. Adoro histórias assustadoras e filmes de terror, embora, em minha opinião, eles possam também falhar com frequência em ser experiências estéticas completamente bem-sucedidas, pois a ênfase está no monstro, no fantasma, no vampiro, em vez de no por quê o misterioso escolheu visitar um personagem em particular, como ele experimentou aquilo, os rumos que alteraram através dessa rachadura em suas vidinhas mais ou menos normais.

Qual o livro mais assustador que você já leu?

Andrew Pyper. Não há um único vencedor aqui, apenas uma pequena lista de influências profundas. Lembro-me que minha mãe me proibiu de ler O Iluminado, de Stephen King, quando eu já estava na metade do livro. Isso me deixou tão nervoso e atormentado por pesadelos e geralmente aborrecido por ter que viver com isso (embora eu naturalmente tenha ignorado minha mãe). Mais tarde, A Outra Volta do Parafuso, de Henry James, mostrou-me o quão delicioso poderia ser, como leitor, caminhar pelo fio da navalha entre a crença em fantasmas (ou o que quer que seja a coisa misteriosa) em uma história como algo “real”, ou as projeções psicológicas do personagem. Tempos depois, A Face at the Window, de Dennis McFarland, provou – como se precisasse ser provado – que um romance literário de qualidade e o horror não são apenas compatíveis, mas potencialmente melhores juntos que qualquer outro subgênero.

Por fim, de qualquer forma, eu volto à infância. Para uma semana que passei em um acampamento de verão cristão (não diga), lendo a Bíblia em minha barraca enquanto me escondia dos valentões que diziam, desde a hora em que saí do ônibus, que “Até o final da semana… você vai estar morto”. Foi lá que encontrei o Apocalipse. Ele me assombra desde então.

A escrita de O Demonologista mudou alguma das suas crenças em relação ao sobrenatural?

Andrew Pyper. Sim. E prefiro deixar as coisas como estão.

Andrew Pyper (1968) é o premiado autor de seis romances, entre eles Lost Girls (1999), vencedor do Arthur Ellis Award, selecionado pelo New York Times como um dos livros do ano, e best-seller nas listas do New York Times e do Times (Inglaterra). Seu livro The Killing Circle (2008) foi eleito o melhor romance policial do ano pelo New York Times. Três romances de Pyper, incluindo O Demonologista, estão sendo adaptados para o cinema. E ainda assim, seus livros continuavam inéditos em nosso país. Claro que tinha que ser a DarkSide® Books para trazer esse mestre moderno do terror e suspense para o Brasil. Saiba mais em andrewpyper.com.

“É impossível ignorar os demônios que têm uma presença tangível nesta história, mas o prazer mais profundo do romance vem da análise que o protagonista Ullman aplica a esses horrores […] Que venham os demônios.”
The New York Times Book Review
“A história mais convincente e assustadora que você vai encontrar este ano. O Demonologista mostra um escritor extremamente talentoso, produzindo um romance com uma misteriosa ameaça e profundidade. Aqueles de nós que escrevem histórias sobrenaturais não mencionam os nomes de Ira Levin, William Peter Blatty e Peter Straub em vão. Você vai ouvir todos os três associados a Pyper, e todas essas comparações são honestas, o maior elogio que posso oferecer.”
Michael Koryta, autor de The Prophet
“Uma história de horror incrivelmente lapidada, inteligente e tocante […] Há uma elegância narrativa e um domínio a respeito do que o mal pode significar.”
Daily Mail (Reino Unido)
“Muitos livros afirmam ser assustadores, mas este é realmente aterrorizante, do tipo nãoleia-tarde-da-noite. Emocionante, convincente e muito bem escrito, O Demonologista faz O Bebê de Rosemary parecer um passeio no parque.”
S.J. Watson, autor do best-seller Before I Go to Sleep
“Muito bem elaborado, delirantemente assustador e uma leitura compulsiva do começo ao fim. Imagine O Exorcista e O Código Da Vinci escrito por Daphne du Maurier. Não perca de jeito nenhum!”

Jeffery Deaver, autor do best-seller O Colecionador de Ossos

O DEMONOLOGISTA imagens e Entrevista com Andrew Pyper

O DEMONOLOGISTA imagens e Entrevista com Andrew Pyper

O DEMONOLOGISTA imagens e Entrevista com Andrew Pyper

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Palhaço assassino, marido psicopata e massacre nos novos lançamentos de livros

A editora Darkside Books divulgou os próximos lançamentos do selo Crime Scene, para os fanáticos em serial killers e seus casos bizarros. Tem palhaço assassino, gente boazinha que não é nada inocente e tiroteio em massa, descubra os próximos livros que você vai querer comprar e furar a sua fila de livros atrasados:

Columbine O dia 20 de abril de 1999 deixou uma marca indelével na história norte-americana. O Massacre de Columbine pode não ter sido o primeiro tiroteio em massa, mas foi o primeiro da era digital — e o primeiro de larga magnitude. Na esteira dos acontecimentos de Newtown, Aurora, Virginia Tech, Christchurch, Suzano e Ohio, torna-se cada vez mais urgente compreender e confrontar acontecimentos como o de Columbine. Nossa arma é reaprender a ouvir a dor que cresce em silêncio no outro e no cerne dos valores da nossa sociedade. Saiba mais aqui.

BTK Profile: Máscara da MaldadeAo longo de três décadas, um monstro aterrorizou os moradores de Wichita, Kansas. Um assassino em série que amarrava, torturava e matava mulheres, homens e crianças, iludiu a polícia por anos a fio enquanto se vangloriava de suas terríveis façanhas para a mídia. A nação ficou chocada quando os crimes de btk — a sigla para os termos em inglês bind, torture, kill, que eram sua assinatura criminosa — foram enfim associados a Dennis Rader, um vizinho amigável, marido devoto e respeitado presidente da congregação de uma igreja local. Descubra mais acessando Darkblog.

Killer Clown Profile: Retrato de um AssassinoO palhaço Pennywise, de It: A Coisa, é apenas uma ficção macabra perto de Pogo, o alter ego de John Wayne Gacy. Cidadão modelo. Empresário de sucesso. Voluntário do hospital. Um dos assassinos em série mais sádicos de todos os tempos. Poucas pessoas podiam ver o monstro cruel sob a maquiagem colorida de palhaço que Gacy usava para entreter as crianças. Poucas pessoas podiam imaginar o que estava enterrado em sua casa de horrores. Ficou curioso? Leia mais aqui.

Diz ai qual seu livro favorito da Darkside? Conta lá no nosso instagram @trilhadomedo

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Os vampiros de ’30 Dias de Noite’ estão chegando no Brasil

É muita emoção com essas novidades da Darkside Books. Prepare-se…

30 DIAS DE NOITE (é isso mesmo)
Esses vampiros não são bonitos ou sensíveis. São brutais, desprezíveis, cruéis — animais que caçam e matam sem escrúpulos. Barrow é a cidade perfeita.

30 Dias de Noite encontra a casa certa no selo DarkSide® Graphic Novel. Steve Niles e Ben Templesmith criam uma releitura moderna de uma figura icônica na cultura pop e faz seus personagens ficarem a um passo do abismo na luta pela sobrevivência em uma cidade fria, escura, isolada e favorável a predadores impiedosos. Para comemorar o aniversário de quinze anos (em choque), a história fundamental sobre o ataque que os vampiros fizeram à cidade de Barrow — 30 Dias de Noite, Retorno a Barrow e Dias Sombrios — ganhou uma edição definitiva em volume único, repleta de materiais especiais.

Para nós da Trilha do Medo, ’30 Dias de Noite’ é um dos melhores filmes de vampiros já feito nos últimos tempos. Isso sim é vampiro de verdade! E a Darkside Books nos traz uma Graphic Novel dessa pro Brasil bicho! E se você quer saber mais sobre este lançamento acesse aqui.

E também…

TOKYO GHOST
E se você acha que as surpresas acabaram, está muito enganado. Em uma parceria com a Image, a Caveira traz uma poderosa distopia de samurais futuristas.

Escrito pelo aclamado roteirista Rick Remender, com arte magistral de Sean Murphy e cores de Matt Hollingsworth, Tokyo Ghost é uma ficção científica distópica repleta de ação, com influências que começam em Blade Runner e William Gibson, passam por artistas futuristas dos anos 1970 e 1980 e chegam a Akira, além de mangás que evocam a cultura dos samurais. Preparados para se conectarem?

Veja mais sobre Tokyo Ghost no Darkblog.

Links para as pré-vendas em seus respectivos títulos.

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A Hora do Pesadelo

#Livro: A HORA DO PESADELO: NEVER SLEEP AGAIN (Darkside Books)

PESADELO PARA UNS.
O LIVRO DOS SONHOS PARA OS FÃS.

“Eu tinha pesadelos quando era criança. Uma noite, pedi para minha mãe entrar comigo nos meus sonhos para manter o bicho-papão afastado. Ela respondeu […] que o sono era o único lugar no qual todos nós precisávamos ir sozinhos”. Assim, Wes Craven começa a descrever a gênese do filme que há mais de trinta anos faz muita gente grande dormir de luz acesa: A HORA DO PESADELO.

Para quem sempre sonhou em visitar as origens do imortal Freddy Krueger, é hora de acordar gritando. É com mórbido prazer que a DarkSide® Books apresenta A HORA DO PESADELO: NEVER SLEEP AGAIN, o mais novo título da Coleção Dissecando.

A HORA DO PESADELO: NEVER SLEEP AGAIN tem tudo para se transformar no livro de cabeceira dos fãs mais exigentes. O livro conta a história de como o diretor resgatou uma antiga obsessão de sua infância para criar um dos personagens mais icônicos do cinema moderno.

A HORA DO PESADELO: NEVER SLEEP AGAIN é o registro mais completo sobre este slasher movie revolucionário. Para escrevê-lo, o autor Thommy Hutson, que já havia produzido um documentário sobre o filme, voltou a entrevistar membros do elenco e da equipe, incluindo o próprio Wes Craven, que assinou a apresentação do livro, antes de nos deixar, em 2015.

Livro: A HORA DO PESADELO: NEVER SLEEP AGAIN (Darkside Books)

Uma curiosidade: a primeira edição americana de A HORA DO PESADELO: NEVER SLEEP AGAIN foi bancada através de financiamento coletivo, e a campanha na plataforma Kickstarter contou com a participação da atriz Heather Langenkamp, que encarnou Nancy Thompson, a jovem atormentada por Freddy nos três primeiros filmes da série.

Novo lançamento da Coleção Dissecando — junto com O Massacre da Serra Elétrica, Evil Dead e Sexta-Feira 13 — A HORA DO PESADELO: NEVER SLEEP AGAIN chega aos leitores em Limited Edition, com capa dura para fazer bonito na estante de qualquer fã de terror que se preze, e vem recheado de fotos exclusivas e segredos dos bastidores que vão surpreender até os fãs que juravam que sabiam tudo.

PREPARE-SE PARA ALGUMAS NOITES EM CLARO.
VOCÊ TEM UM LIVRO NOVO PRA LER.

“O pesadelo e/ou sonho definitivo para os fãs de Freddy Krueger.”
— ENTERTAINMENT WEEKLY —

“Até mesmo o fã mais hardcore de Elm Street e dos filmes de terror vai se surpreender com este livro.”
— BLOODY DISGUSTING —

“Robert Englund enxergou o papel e o roteiro como um todo, exatamente como eu via. […] um mito moderno, disfarçado como um filme de terror de borrar as calças.”
— WES CRAVEN —

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