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Séries

Assistimos o Piloto de ‘Upload’ da Prime Video – Será que Vale à Pena?

O que aparentava ser um misto de ‘Black Mirror’ e ‘The Good Place’ – realmente foi confirmado.

O serviço de streaming Prime Video vem lançando muitas séries originais e no dia 1º de maio ‘Upload’ estreou na plataforma com seus 10 episódios, criada por Greg Daniels, responsável por ‘Parks & Recreation’ e também alguns episódios de ‘The Office’ e ‘Os Simpsons’.

Uma ficção científica com bastante humor e uma pitada de drama é o que você pode esperar de ‘Upload’. O ator Robbie Amell (Code 8: Renegados) interpreta o jovem Nathan Brown que morre com seus 27 anos e sua consciência é carregada para uma realidade virtual onde será seu eterno paraíso.

“Em 2033, pessoas que estão próximas da morte podem fazer o “upload” em hotéis de realidade virtual de 6 empresas. Nora, mora no Brooklyn e trabalha com atendimento ao cliente para “Lakeview”, empresa de pós-vida digital. Quando Nathan, um programador playboy, sofre um acidente de carro, sua namorada faz o “upload” dele no mundo virtual de Nora.”

O piloto introduz bem os personagens e deixa bem claro que ‘Upload’ é uma série de comédia onde o playboy é o tipo de cara que canta todas as mulheres e tem piadas bem ruins, sua namorada Ingrid é a loira, rica que só pensa em status e quer atenção das pessoas, e Nora a inteligente que começa a ter sentimentos pelo mocinho, mas tudo indica que são personagens que vão evoluindo conforme a trama se desenvolve.

O ponto alto da série fica mesmo com a premissa e a ideia de um paraíso artificial. Queremos saber como funciona este mundo após a morte, o que é possível e quais são as limitações, como por exemplo, as pessoas sentem fome e para se alimentar o hotel disponibiliza no quarto de cada pessoa um mini frigobar com opções de bebidas, snacks, fast foods, cafés, e tudo isso apenas deslizando sua mão como em um aplicativo, mas você precisa pagar ou ter um plano VIP onde alguém vivo fique responsável pelas dívidas, e a opção de se alimentar de graça é aproveitando o super café da manhã do hotel que funciona até as 10h da manhã. Os efeitos especiais são bons e deixa a série com um visual interessante, já que se passa no ano de 2033 e podemos sentir que não é tão futurista, mas também não é algo atual.

O piloto de ‘Upload’ termina com um mistério envolvendo o personagem principal e consegue causar a curiosidade necessária para fazer o telespectador partir para o segundo episódio. Lembrando que o primeiro episódio tem aproximadamente 50 minutos de duração, mas os episódios seguintes são de 20 e poucos minutos cada.

Se você curtiu a ideia do episódio ‘San Junipero’ da terceira temporada de Black Mirror e a série ‘The Good Place’ provavelmente ‘Upload’ pode te chamar bastante atenção. O que achamos mais interessante comparando as ideias de ambas as séries, é a interação dos vivos com os mortos e como funciona esse paraíso artificial na criação de Daniels, dando mais ferramentas para serem exploradas durante a trama e não perdendo a força como em ‘The Good Place’, quando não havia mais o que se contar sobre o tal “bom lugar”. Mas deixando claro que amamos acompanhar a vida após a morte de Eleanor e seus amigos.

‘Upload’ é uma série para maiores de 16 anos por conter algumas cenas de nudez, que não são tão apelativas e uma linguagem mais adulta. Todos os episódios estão disponível no Prime Video, só clicar aqui.

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Notícias

Realidade Cruel contra Mulheres é mostrada em “Bom Dia, Verônica” da Netflix

“Bom Dia, Verônica” é uma obra literária nacional que ganhou adaptação pela Netflix e tem estreia marcada para dia 1º de outubro. A pergunta que vou responder pra você é… A série está tão boa quanto o livro? Descubra abaixo!

“Verônica Torres tem um trabalho burocrático na Delegacia de Homicídios de São Paulo. Após presenciar um suicídio, alguns traumas do passado vêm à tona. Na mesma semana, ela recebe um telefonema anônimo de uma mulher desesperada, com a vida em perigo. Determinada, ele decide usar toda sua habilidade investigativa para mergulhar nos casos das duas mulheres: a jovem suicida enganada por um golpista na internet e a esposa subjugada pelo marido, um inteligente serial killer. Ao se aprofundar nas investigações, Verônica encara um mundo perverso, que põe em risco sua família e sua própria existência.”

Tive a oportunidade de ler o livro em 2018 e infelizmente a minha “boa memória” não me permite lembrar detalhes para comentar o que achei da adaptação, mas o que pude notar é que o início da série tem uma mudança de algo bem marcante, que não chega a alterar nada no enredo, mas particularmente eu prefiro como está no livro. Você que leu vai saber do que estou falando, já pra quem apenas assistiu é uma cena bem marcante na delegacia logo no início do primeiro episódio.

Raphael Montes e Ilana Casoy escreveram e também produziram a série, e posso adiantar que eles fizeram um trabalho incrível. Porém, quando se trata de qualquer tipo de produção nacional o público brasileiro sempre pesa a mão na hora de criticar e qualquer detalhe que não agrade é motivo para desmerecer um trabalho. E aqui os detalhes que podem gerar um incomodo não atrapalham o ótimo desenvolvimento narrativo.

Atuações são o que sempre diferem de produções estrangeiras, pois estamos ouvindo nossa língua materna, qualquer frase que soe como algo decorado ou que tenha um exagero estranho que não condiz muito com a situação e fica aquele clima de frase de efeito, desagrada e muito. E em “Bom Dia, Verônica” temos atuações que conseguem evocar o desconforto, a preocupação e até mesmo uma tensão, tudo no bom sentido. Tainá Müller interpreta uma Verônica poderosa que é de tirar o chapéu. Quando descobri que o Eduardo Moscovis seria o Brandão, fiquei com uma pulga atrás da orelha, mas ele conseguiu mexer com meu íntimo nos primeiros episódios! E o que dizer de Camila Morgado que interpreta Janete, uma personagem cheia de problemas, onde Morgado transmite suas inseguranças logo em suas primeiras cenas, é fácil sentir o medo dela só pelo olhar.

Dois detalhes que incomodaram foram a trilha sonora e o desenrolar acelerado de algumas cenas. Algumas músicas, principalmente durante investigações poderiam ser mais obscuras para causar uma tensão maior, que não é o caso. E podemos notar que correram com algumas cenas, conversas que sofrem um corte depois de 2, 4 frases e pula pra outra interação. Isso faz com que a série se torne mais dinâmica, sem dúvida, mas também impede que sintamos mais empatia pelo que tal personagem está passando naquele momento exato. Mas ainda assim “Bom Dia, Verônica” consegue manter uma qualidade incrível, com uma paleta de cores bonitas, fotografia que deixa São Paulo uma cidade totalmente cinematográfica e sobre a história nem preciso comentar.

Os casos são intensos, as críticas sobre machismo, corrupção, e o quão as mulheres são violadas pela sociedade é de doer. É uma realidade cruel sobre o que as mulheres são forçadas a enfrentar todos os dias. São mais de 30 casos de estupros por dia apenas em São Paulo, como é citado na série.

Outra coisa muito boa usada nos primeiros episódios foram os cliffhanger que te deixa com muita vontade de continuar assistindo os próximos episódios pra saber o que vai acontecer, um recurso que anda muito em falta nas séries!

Se você gosta de séries criminais e investigação, “Bom Dia Verônica” com certeza vai te agradar. Até você que não é muito fã do gênero pode acabar curtindo a série.

O livro “Bom Dia, Verônica” foi lançado pela Darkside Books, se você tem interesse em adquiri-lo aqui está o link. E assista a série aqui.

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bastidores

“A Maldição da Mansão Bly” será um Romance Gótico diz Mike Flanagan

Para atiçar ainda mais a nossa ansiedade a Netflix liberou um vídeo de bastidores da série “A Maldição da Mansão Bly” que estreia dia 9 de outubro.

Mike Flanagan o criador da antologia comenta no vídeo abaixo que novamente ele utiliza dos fantasmas como feridas emocionais: “Eu realmente queria brincar mais com fantasmas sendo a expressão de feridas emocionais que carregamos.” Ele também comenta como o tempo afeta os personagens. “Como o passado e o presente podem ecoar um no outro, que os momentos não caem como um dominó, mas como confete.”

Junto com o produtor executivo Trevor Marcy, Flanagan comenta que Mansão Bly é um romance gótico, “mergulhado em mistério e destruição”. Marcy diz: “O amor vem em muitos tons, e também é meio difícil de separar do medo.”

Flanagan finaliza dizendo que espera que os fãs da antologia tirem proveito da conexão entre uma história de amor e de fantasmas. “As duas são a mesma coisa. Como cada um de nós, quando nos apaixonamos, é meio que dar à luz a um novo fantasma. Algo que nos seguirá pelo resto de nossas vidas.”

Confira na íntegra:

Estou arrepiado só com essas informações, imagina assistindo a série! Fiquem ligados que no dia 7 de outubro estreia o nosso vídeo comentando sobre a temporada “Mansão Bly” no canal TrilhadoMedoTV, clique aqui e já se inscreva para não perder!

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