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Cinema

16 Curiosidades Sobre o Filme “A Bruxa” e Bruxaria da Época

“A Bruxa” já se tornou um clássico do gênero para muitas pessoas, um filme carregado de tensão e com uma história pesada e envolvente. Em festivais e premiações de cinema pelo mundo teve 67 indicações e venceu 43 prêmios, entre eles foi o ganhador por Melhor Direção na categoria Drama no Festival Sundance de Cinema de 2015. Dirigido e escrito por Robert Eggers, foi filmado em Mattawa Voyageur Country, região de Northern Ontario, Canadá.

 

Curiosidades do Filme “A Bruxa” e a Bruxaria da Época. Conheça toda a mitologia que inspirou o filme:

“A Bruxa” se passa em 1630 e as filmagens duraram apenas 25 dias. De acordo com o diretor de fotografia Jarin Blaschke, o filme foi rodado em sua maior parte com basicamente luz ambiente natural.

A premissa é baseada na primeira histeria de bruxas, ambientada sessenta e dois anos antes dos infames “Julgamentos das bruxas de Salem”, na Massachusetts colonial.

 

Em uma cena, podemos ver o milho com sinais de contaminação por Ergot, um fungo causador do Ergotismo, uma doença que gera alucinações e efeitos severos. Na idade média uma doença chamada Fogo de Santo Antônio apresentava os mesmo sintomas: Sensação de queimação da pele, insetos caminhando sob a pele e perda de mãos e pés. Por volta de 1690, esse fungo pode ter sido a causa da histeria associada com a “bruxaria” que levou aos julgamentos das bruxas de Salem.

Os Aleijados de Pieter Bruegel


 

O Templo Satânico apoiou “A Bruxa” e organizou várias exibições do filme. A porta voz, Jex Blackmore, se pronunciou dizendo: “uma impressionante apresentação da visão satânica que vai informar a discussão contemporânea da experiência religiosa”.

O filme foi inspirado em muitos contos populares, contos de fadas e escrituras de relatos históricos de bruxaria, incluindo jornais, diários e registros judiciais. Inclusive a maior parte dos diálogos foram baseados nessas escrituras da época.

 

A grafia do título “The VVitch” é como a palavra foi escrita no período da história, porque a letra “W” ainda não era de uso comum na época.

 

Uma lebre aparece diversas vezes em cena. Na Nova Inglaterra colonial, as lebres eram consideradas criaturas mágicas por natureza e eram frequentemente associadas à bruxas, roubando ou estragando o leite dos animais de fazendas, ou a própria bruxa, que acreditavam ser capaz de se transformar em lebre para espionar e influenciar pessoas.

 

A atriz que interpreta a bruxa mais velha se chama Bathsheba na vida real. Um ano antes do lançamento de “A Bruxa”, “Invocação do Mal” estreava nos cinemas com o fantasma de uma bruxa satânica também chamada Bathsheba interpretada pelo músico e compositor de trilhas sonoras Joseph Bishara.

 

Na mitologia basca, o bode negro é uma forma comumente conhecida relacionada ao diabo. Além disso, o encontro mágico entre bruxas é chamado ‘Akelarre’ (sabá), que em basco significa “prado do bode”. O termo “Akelarre” foi difundido popularmente com a “queima das bruxas de Zugarramurdi” durante a Inquisição Espanhola em 1610, apenas alguns anos antes de Salem. Nesse julgamento, várias mulheres foram condenadas bruxas e participantes de rituais satânicos (semelhantes ao que aparece no filme) e foram queimadas vivas.

Quadro de Francisco de Goya sobre bruxas e um bode preto (1797-1798).

 

O diretor Robert Eggers disse em uma entrevista que o animal mais comportado do filme era a lebre, e que o corvo e o cavalo também eram fáceis de trabalhar, mas o bode, Black Phillip, teria sido difícil de treinar. Uma das cenas em que Phillip se espreita e briga com o pai não foi escrita no roteiro, apenas aconteceu. Havia mais cenas planejadas envolvendo Black Phillip, mas como ele não era tão bem treinado quanto o planejado, as ideias tiveram que ser abandonadas.

Black Phillip, é interpretado pelo bode chamado Charlie. No quarto dia de gravação Charlie bateu com força um dos chifres nas costelas do ator Ralph Ineson, que teve um de seus tendões feridos. “Ele era horrível! Realmente horrível! Desde o primeiro momento em que nossos olhares se cruzaram, houve uma espécie de ódio à primeira vista. Ele tinha dois estados: calmo, sem fazer nada ou me atacando.” disse o ator em entrevista ao Hollywood Reporter.

Ralph Ineson e o bode Charlie (Black Phillip) ao fundo.

 

A gordura de um bebê não batizado (geralmente do sexo masculino) é um ingrediente da loção voadora da bruxa, juntamente com ervas venenosas e alucinógenas, como beladona, cicuta, erva-moura e acônito (veneno de lobo). Supostamente, uma bruxa esfregaria essa loção voadora em si e em sua vassoura para voar. O bebê Sam foi levado por essa razão.

A Bruxa usando a loção de gordura de bebê

 

Acreditava-se que as bruxas tinham um ‘bico de bruxa’, um mamilo ou mancha especial com a qual amamentavam seus familiares e lhes davam sangue. Isso é referido quando Katherine amamenta o corvo.

Na cena do Covil das Bruxas, o canto é em Enochiano, que é uma linguagem angelical frequentemente usada em rituais mágicos. Foi gravado pela primeira vez pelo ocultista John Dee, do século 16, e seu parceiro Edward Kelley. Nesta cena em particular, as bruxas estão recitando A Décima Primeira Chave Enoquiana usada para anunciar a vinda dos mortos e estabelecer um sustento além da sepultura. Para ligar à terra. Uma ligação funerária.

 

Todas as cenas que envolvem o sobrenatural (por exemplo, o encontro de Caleb com a bruxa, o sonho de Katherine com Caleb) foram gravadas com taxa de quadros mais alta de 27 frames por segundo (em oposição à taxa de quadros usual de 24 fps).

Durante as caçadas às bruxas na América colonial, acreditava-se que uma bruxa não conseguia dizer toda a Oração do Senhor. É por isso que a família fica tão irritada quando Mercy e Jonas não conseguem terminar a oração.

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