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Representação Negra no Cinema de Terror é tema do novo lançamento da Darkside Books

Prepare-se para muitas novidades da editora Darkside Books este semestre aqui na Trilha do Medo, e para começar vamos falar do mais novo lançamento ‘Horror Noire: A Representação Negra no Cinema de Terror’.

Muito se tem pesquisado e escrito sobre a história dos negros no cinema, mas até agora sua presença — ou ausência — nos filmes de terror tem sido relegada a um único capítulo ou a várias notas de rodapé. Para contribuir com a narração histórica da negritude no cinema de gênero, a Dra. Robin R. Means Coleman — professora norte-americana nascida e criada na mesma cidade que Romero e Tom Savini — desenvolveu uma pesquisa profunda com a análise das imagens, influências e impactos sociais dos negros nos filmes de terror desde 1890 até o presente.

Horror Noire: A Representação Negra no Cinema de Terror inclui grandes produções de Hollywood, filmes de arte, blaxploitation e as emergentes produções de horrorcore inspiradas pela cultura hip-hop. Uma obra única que encoraja o leitor a desmontar a imagem racializada do gênero, assim como as narrativas que compõem os comentários da cultura popular acerca de raça, e acende um debate feroz e necessário sobre o poder do horror, seu impacto na sociedade, e suas reproduções como reflexo dela.

Quer saber mais sobre esta obra-prima acesse DarkBlog.

E já quer garantir este lançamento? A pré-venda de Horror Noire: A Representação Negra no Cinema de Terror já está disponível na loja oficial Darkside Books.

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MEDICINA MACABRA 2 | Absurdos Médicos e Curas Bizarras da Juventude Eterna, Beleza Perfeita ao vigor de Zeus

Para muitos de nós, estar saudável não é o bastante. Queremos mais — juventude eterna, beleza perfeita, ou ainda o vigor de Zeus. Além disso, por vezes ficamos tão desesperados para encontrar uma cura, que acabamos acreditando em qualquer coisa. O desejo de curar e o impulso de viver por mais tempo é tão viciante quanto o consumo de ópio. Os cientistas seguem competindo entre si para criar remédios mais eficientes e potentes.

No espaço aberto pelos nossos desejos, o charlatão prospera. É nesse ponto que começamos a acreditar que biscoitos de arsênico farão com que a nossa pele fique com uma aparência saudável e macia, ou que poções secretas, douradas como o ouro, irão consertar nossos corações partidos.

No entanto, por trás de todos os tratamentos equivocados — desde os otomanos que ingeriam barro para não se infectarem com a peste, passando pelos nobres vitorianos que se sentavam em saunas de vapor de mercúrio para tratarem a sífilis, até os antigos romanos portadores de epilepsia que bebiam sangue de gladiadores — se esconde uma força imensurável, que nasce do desejo humano de viver. O potencial de tal ímpeto é aterrador: ao longo da história, homens e mulheres estiveram dispostos a consumir cadáveres, a sofrer queimaduras de óleo fervente, ou a se submeterem a tratamentos experimentais que utilizavam um exagero de sanguessugas, tudo em nome da sobrevivência.

Medicina Macabra 2, de Lydia Kang e Nate Pedersen, propõe-se a investigar o que movem os trapaceiros, charlatões, embusteiros, vigaristas e impostores. Aquelas pessoas que se aproveitam do nosso medo da morte, ou da existência de doenças, a fim de vender produtos que não só não funcionam, como podem até mesmo ser perigosos ou fatais. Se soa extremamente familiar e contemporâneo — ao relacionarmos com a tentativa de receitar remédios para verme e piolho que prometem um suposto tratamento precoce contra um vírus —, é importante ressaltar que a charlatanice não é fruto apenas da decisão de enganar os outros, como no caso dos exemplos acima, mas também pode ser fruto da ignorância, da superstição, e da manipulação.
Ainda que o termo geralmente signifique a prática ou a divulgação de tratamentos médicos intencionalmente fraudulentos, também são charlatões aqueles que promovem desinformações nas quais eles mesmos acreditam. Tais impostores podem ignorar, ou até mesmo questionar os fatos científicos; muitos deles viveram séculos atrás, antes do método científico ser abraçado pelo senso comum da civilização. Os tratamentos propostos por eles, quando vistos sob o prisma moderno, parecem completos absurdos. Que tal usar testículos de furão como contraceptivo? Ou tentar curar anemia com sangria? Nenhum de nós é totalmente imune ao ensejo de procurar por soluções rápidas. Cem anos atrás, talvez estivéssemos mais predispostos a comprar um tônico de estricnina.
Olhando para trás com fascínio, horror e um pouco de humor, Medicina Macabra 2 relata a história viva, por vezes inacreditável, de erros médicos e práticas médicas incorretas. A obra aborda dezenas de “tratamentos” hoje considerados bizarros concebidos por médicos e cientistas, espiritualistas e comerciantes que se baseavam em inúmeras fraudes sem noção. Repleto de ilustrações, fotografias e anúncios de época, a obra combina perfeitamente o humor macabro com a ciência e acaba por revelar uma faceta tão importante quanto perturbadora da medicina, que segue em constante evolução.

Medicina Macabra 2 nos leva a importante constatação de que, mesmo com todas as descobertas científicas e o avanço na compreensão do funcionamento do corpo humano, os braços da charlatanice continuam a alcançar quase todas as áreas das indústrias de saúde e cosmética. Uma leitura intrigante, especialmente nestes tempos pandêmicos, que somente reforça a ideia de que uma doença para qual nunca teremos a cura é a ignorância.

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