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Cinema

Saiba como é o verdadeiro ‘Midsommar’ na Suécia

Depois que ‘Hereditário’ trouxe vários simbolismos reais de uma seita, nós precisávamos pesquisar sobre o novo filme do diretor Ari Aster, e saber a história verdadeira de Midsommar da Suécia, se é próximo das bizarrices que vimos em sua obra perturbadora.

(SPOILERS por toda parte)

Pra começar o ‘Midsommar‘ ou ‘Midsummer‘, significa “solstício de verão”, celebração do meio do verão e é um dos principais feriados suecos. Acredita-se que o solstício é comemorado desde a idade da pedra, uma celebração pagã que a igreja cristã adaptou a seus modos para não precisar elimina-la (como sempre). Nossas famosas festas juninas acontecem na mesma época.

O “midsummer” acontece entre 19 e 25 de junho, próximo do dia mais longo do ano, são quase 18 horas. Muita dança, comilança, muita bebida alcoólica, música e resumidamente é isso. Mas claro que tem um porque disso tudo. As celebrações são realizadas para dar boas-vindas ao verão e à estação da fertilidade.

As principais celebrações acontecem na sexta-feira, e os eventos tradicionais incluem danças em torno do mastro (majstång ou midsommarstång) coberto por folhas e flores que simboliza a fertilidade.

Famílias, jovens e turistas entram na dança usando coroas feitas de galhos e flores. Uma das canções mais populares fala sobre rãs:

“Små grodorna, små grodorna är lustiga att se.
Ej öron, ej öron, ej svansar hava de
Kou ack ack ack, kou ack ack ack,
kou ack ack ack ack kaa.”

“The little frogs, the little frogs are funny to observe.
No ears, no ears, no tails do they possess.
Kou ack ack ack, kou ack ack ack,
kou ack ack ack ack kaa.”

“Os sapinhos, os sapinhos são engraçados de se observar.
Sem ouvidos, sem ouvidos, sem cauda eles possuem.
Kou ack ack ack, kou ack ack ack,
kou ack ack ack ack kaa.”

Achei no mínimo sinistra essa musiquinha aí.

Sobre a coroa de flores, acredita-se que elas seguram a potência da magia nesse dia em que aumenta qualquer tipo de magia, e elas podem trazer boa sorte e saúde. Existe uma espécie de mito que se a pessoa pegar sete tipos de flores silvestres recém-colhidas e as colocar embaixo do travesseiro, ela irá sonhar com seu futuro amor durante a noite. Já sabemos que saiu deste mito a ideia de Ari criar aquela simpatia nojenta para conquistar o amor, usando os pelos pubianos e o sangue da menstruação da garota (ekaaa).

Existiam sacrifícios durante as comemorações do solstício de verão?

Não, não existe nada registrado sobre sacrifícios, pelo que parece Ari Aster usou a temática das festividades sueca e inseriu alguns rituais pagãos de outras histórias. Existia sacrifícios na Alemanha, fogueiras eram usadas para sacrifícios humanos durante o solstício da Deusa Sol Saule.

Runas Antigas e Sexo em Grupo?

O site Esquire entrou em contato com um jornalista e autor sueco Po Tidholm, que escreveu um livro sobre tradições suecas. E ele foi questionado se existia alguma ligação com runas antigas, já que o filme ‘Midsommar‘ é cheio de simbolismos com diversas runas e a história depende fortemente dessa linguagem: “Que eu saiba, nunca houve runas associadas às festividades de verão da Suécia.”

E sobre a cena em que Christian é drogado e “forçado” a transar com uma jovem na frente de várias mulheres nuas, com o intuito de trazer genes externos e evitar mais incesto na comunidade, é simplesmente uma representação mais bizarra de que durante a comemoração, os jovens passam horas bebendo e no fim do longo dia eles acabam fazendo sexo (talvez) com quem não devia, mas muitos adolescentes escolhem essa data para perder a virgindade.

Bom, agora você já sabe que as festividades na Suécia não tem perigo, o máximo é você ter uma overdose e acordar na cama de algum estranho. Se houver algum tipo de sacrifício com certeza você está no rolê errado amigo. Então tome muito cuidado para onde vocês vão viajar durante o solstício de verão.

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Cinema

Atenda o Telefone e Tente Sobreviver em “The Call”

Sabe aquela vibe despretensiosa que os filmes de terror dos anos 90/2000 tem? É essa sensação que senti com o trailer de “The Call” o novo filme de terror dos produtores de “Premonição” com Lin Shaye e Tobin Bell, uma dupla de ícones do terror!

“Quatro Amigos. Um telefonema. 60 segundos para ficar vivo. No outono de 1987, um grupo de amigos de uma pequena cidade deve sobreviver à noite na casa de um casal sinistro depois que um trágico acidente ocorre. Precisando apenas fazer um único telefonema, o pedido parece terrivelmente comum até que eles percebam que essa ligação poderia mudar suas vidas.”

Além de Shaye e Bell temos também Chester Rushing (Stranger Things), Erin Sanders (Big Time Rush) e Judd Lormand (SEAL Team) no elenco. Direção de Timothy Woodward Jr. (The Final Wish) e escrito por Patrick Stibbs.

“The Call” terá seu lançamento no cinema e drive-in dia 2 de outubro do Cinedigm nos EUA.

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Cinema

Bicho-Papão, Bruxas e Babás Heroínas no Filme de Halloween da Netflix

“Manual de Caça a Monstros” é mais um filme de Halloween da Netflix e seu primeiro trailer entrega uma baita aventura cheia de monstros, bicho-papão, bruxas e babás heroínas. Assista:

Baseado na trilogia de livros de Joe Ballarini lançados em 2017, a primeira adaptação tem data de estreia para o dia 15 de outubro na Netflix.

Dirigido por Rachel Talalay e roteiro de Ballarini tem Tamara Smart, Oona Laurence, Alessio Scalzotto, Ian Ho, Tamsen McDonough, Troy Leigh-Anne Johnson, Lynn Masako Cheng, Ty Consiglio, Ashton Arbab, Crystal Balint, Ricky He, com Indya Moore, e Tom Felton no elenco.

“Quando Kelly Ferguson (Tamara Smart) relutantemente concorda em ser babá de Jacob Zellman (Ian Ho) no Halloween, a última coisa que ela espera é ser recrutada para uma sociedade secreta internacional de babás que protegem crianças com poderes especiais de monstros. Para manter Jacob a salvo de perigos, Kelly se junta à vice-presidente Liz Lerue (Oona Laurence), o gênio da tecnologia Berna Vincent (Troy Leigh-Anne Johnson), a especialista em criaturas Cassie Zhen (Lynn Masako Cheng) e o mestre de poções Curtis Critter (Ty Consiglio), para derrotar um bicho-papão conhecido como “O Grande Guignol” (Tom Felton), uma bruxa glamorosa chamada “Peggy Drood” (Indya Moore) e sua legião de monstros.”

Compre o livro aqui (infelizmente o livro não foi lançado no Brasil, mas você consegue comprar a versão física em inglês).

Tom Felton

Fonte: Bloody Disgusting
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